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Por que o dólar manda no mundo?

Foto do escritor: Rodolfo F S Nunes
Rodolfo F S Nunes
há 5 dias
2 min de leitura

Capa bege com gráfico ascendente e texto: Por que o dólar manda no mundo? Rodolfo Francisco Soares Nunes, UICLAP.

O dólar é apenas uma moeda dos Estados Unidos. Então por que bancos centrais acumulam dólares, empresas internacionais se endividam em dólares, commodities são cotadas em dólares e crises ocorridas longe de Washington fazem investidores correrem para ativos denominados em dólar? Este livro mostra que a resposta não está numa suposta superioridade natural da moeda norte-americana. A centralidade do dólar é uma construção histórica e institucional, apoiada no sistema financeiro dos Estados Unidos, no mercado de títulos do Tesouro, em redes de pagamento, crédito e liquidez e na posição política norte-americana. De Bretton Woods ao fim da conversibilidade com o ouro e à ordem financeira contemporânea, o volume reconstrói as bases desse poder e suas consequências para países periféricos. Ao final, confronta a ascensão da China, os BRICS e os projetos de desdolarização com a pergunta decisiva: contestar o dólar é relativamente fácil; construir tudo aquilo que o sustenta é outra questão.

SINOPSE

Por que o dólar manda no mundo? parte de uma aparente contradição: os Estados Unidos emitem uma moeda nacional que funciona, em larga medida, como principal moeda internacional de reserva, pagamento, financiamento e denominação de ativos. O livro reconstrói historicamente essa posição desde Bretton Woods, a ruptura da conversibilidade dólar-ouro em 1971 e a consolidação de uma ordem monetária baseada na profundidade dos mercados financeiros norte-americanos, na centralidade dos títulos do Tesouro, nas redes de pagamento e crédito e no poder político dos Estados Unidos. A obra distingue o uso internacional de uma moeda de simples preferência dos agentes e mostra que a hierarquia monetária é sustentada por instituições, infraestrutura financeira, liquidez, poder estatal e efeitos de rede. Ao discutir o privilégio associado à emissão da moeda central e as vulnerabilidades produzidas para economias periféricas, examina também euro, renminbi, BRICS e propostas de desdolarização. A tendência é a crescente contestação da centralidade do dólar; a reticência é que fragmentar usos do dólar não significa, automaticamente, produzir uma alternativa capaz de reunir escala, liquidez, confiança, ativos seguros e poder institucional equivalentes.


FICHA TÉCNICA

Autor(es): Rodolfo Francisco Soares Nunes

Série / coleção: Tendências e Reticências

Tipo: Livro acadêmico

Ano: 2026

Edição: 1

Editora / selo: Contramaré Editora

Formato(s): Impresso

Idioma(s): Português

Páginas: 100

ISBN impresso: 9798173544599

ISBN digital:

ISSN:

DOI: 10.5281/zenodo.22715903


ONDE ENCONTRAR

Amazon — impresso: https://a.co/d/095fGnFN

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