Por que o dólar manda no mundo?

O dólar é apenas uma moeda dos Estados Unidos. Então por que bancos centrais acumulam dólares, empresas internacionais se endividam em dólares, commodities são cotadas em dólares e crises ocorridas longe de Washington fazem investidores correrem para ativos denominados em dólar? Este livro mostra que a resposta não está numa suposta superioridade natural da moeda norte-americana. A centralidade do dólar é uma construção histórica e institucional, apoiada no sistema financeiro dos Estados Unidos, no mercado de títulos do Tesouro, em redes de pagamento, crédito e liquidez e na posição política norte-americana. De Bretton Woods ao fim da conversibilidade com o ouro e à ordem financeira contemporânea, o volume reconstrói as bases desse poder e suas consequências para países periféricos. Ao final, confronta a ascensão da China, os BRICS e os projetos de desdolarização com a pergunta decisiva: contestar o dólar é relativamente fácil; construir tudo aquilo que o sustenta é outra questão.
SINOPSE
Por que o dólar manda no mundo? parte de uma aparente contradição: os Estados Unidos emitem uma moeda nacional que funciona, em larga medida, como principal moeda internacional de reserva, pagamento, financiamento e denominação de ativos. O livro reconstrói historicamente essa posição desde Bretton Woods, a ruptura da conversibilidade dólar-ouro em 1971 e a consolidação de uma ordem monetária baseada na profundidade dos mercados financeiros norte-americanos, na centralidade dos títulos do Tesouro, nas redes de pagamento e crédito e no poder político dos Estados Unidos. A obra distingue o uso internacional de uma moeda de simples preferência dos agentes e mostra que a hierarquia monetária é sustentada por instituições, infraestrutura financeira, liquidez, poder estatal e efeitos de rede. Ao discutir o privilégio associado à emissão da moeda central e as vulnerabilidades produzidas para economias periféricas, examina também euro, renminbi, BRICS e propostas de desdolarização. A tendência é a crescente contestação da centralidade do dólar; a reticência é que fragmentar usos do dólar não significa, automaticamente, produzir uma alternativa capaz de reunir escala, liquidez, confiança, ativos seguros e poder institucional equivalentes.
FICHA TÉCNICA
Autor(es): Rodolfo Francisco Soares Nunes
Série / coleção: Tendências e Reticências
Tipo: Livro acadêmico
Ano: 2026
Edição: 1
Editora / selo: Contramaré Editora
Formato(s): Impresso
Idioma(s): Português
Páginas: 100
ISBN impresso: 9798173544599
ISBN digital:
ISSN:
DOI: 10.5281/zenodo.22715903
ONDE ENCONTRAR
UICLAP - impresso: https://loja.uiclap.com/titulo/ua202315/
Amazon — impresso: https://a.co/d/095fGnFN
Amazon Kindle: https://a.co/d/0i4H3oYX



Comentários