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Métodos de Pesquisa em Economia: investigação, análise e exposição

  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura

Capa de livro com título Métodos de pesquisa em economia e subtítulo investigação, análise e exposição, com ícone de gráfico.

A formação do pesquisador em economia no Brasil tende a privilegiar as técnicas em detrimento dos métodos, os instrumentos em detrimento das perguntas. Este livro foi escrito para corrigir esse desequilíbrio. Organizado em duas partes e treze capítulos, o livro distingue, desde o início, quatro planos do trabalho científico que o vocabulário corrente da academia frequentemente confunde: a técnica de pesquisa, o método de investigação, o método de análise e o método de exposição. Compreender essas distinções é condição para produzir pesquisa rigorosa e textos científicos bem estruturados. A Parte I apresenta os fundamentos metodológicos da pesquisa em economia. Examina as diferenças entre método, metodologia, técnica e teoria; desenvolve a distinção entre método de investigação e método de exposição, propondo os conceitos de ideia-força e ideias motrizes como instrumentos para a construção de textos com unidade e movimento argumentativo; e percorre os quatro grandes métodos de análise disponíveis ao pesquisador em economia: o método do equilíbrio, a análise neoliberal, o método da economia política e a análise interdisciplinar. A parte encerra com os elementos do desenho de pesquisa, da construção do objeto à seleção de fontes e dados.

A Parte II explora as interfaces entre a economia e seis outras disciplinas: história econômica, geografia econômica, geopolítica, sociologia econômica, economia comportamental e engenharia econômica. Cada capítulo examina o que esse campo oferece ao pesquisador em economia e como o diálogo entre as disciplinas amplia o repertório analítico sem comprometer o rigor que define o trabalho científico.

Métodos de Pesquisa em Economia: investigação, análise e exposição é um livro é dirigido a um público amplo: estudantes de graduação em seus primeiros projetos de pesquisa, pós-graduandos em fase de elaboração de dissertações e teses, pesquisadores que desejam sistematizar sua prática metodológica e docentes que buscam referências para disciplinas de metodologia. Cada capítulo pode ser lido de forma independente, mas a leitura sequencial permite perceber as conexões que constroem o argumento central da obra: pluralismo metodológico não é relativismo. Conhecer a pluralidade dos métodos disponíveis é condição para escolher com fundamento — e escolher com fundamento é o que distingue a pesquisa rigorosa da pesquisa mecânica.



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