PIB e Contas Nacionais: o que medimos, o que ignoramos e por quê
- 8 de jul.
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O PIB é o número mais citado da economia mundial, mas poucos sabem o que ele realmente calcula, e menos ainda sabem o que ele escolhe ignorar. Este volume da série Economia em Foco parte de uma pergunta simples com resposta perturbadora: se o PIB cresce após um desastre ambiental ou uma guerra, ele está medindo riqueza ou destruição?
PIB e Contas Nacionais: o que medimos, o que ignoramos e por quê. A resposta está na história. As Contas Nacionais não nasceram de uma necessidade técnica neutra: foram construídas durante a Segunda Guerra Mundial para medir a capacidade produtiva de países em conflito. Desde então, o Sistema de Contas Nacionais da ONU foi universalizado como padrão global, mas carrega as marcas de sua origem: privilegia o que tem preço de mercado, ignora o que sustenta a vida social.
O trabalho doméstico e de cuidado, realizado majoritariamente por mulheres, não entra no PIB. A degradação de um rio, a extinção de uma espécie, o esgotamento de um aquífero, tampouco. Já a reconstrução após um terremoto, os gastos com publicidade de cigarro e os custos de um encarceramento em massa: tudo isso aumenta o PIB. O indicador cresceu, mas a vida ficou mais pobre.
Com linguagem acessível e perspectiva crítica, este livro percorre o debate teórico entre economistas convencionais, feministas e ecológicos sobre o que deve contar como produção. Examina os indicadores alternativos propostos ao longo do século XX, das críticas de Simon Kuznets ao próprio filho que criou, até a Comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi.
Nº de páginas: 78 p.
Coleção Economia em Foco;
ISBN: 978-65-02-21023-9
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