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Litro & Letra: restaurante e café e bar

  • 8 de jul.
  • 1 min de leitura

Cartaz do café literário Litro & Letra, com livros empilhados, gato preto e caneca; ambiente acolhedor e vintage.

Em uma esquina de bairro antigo, entre calçadas largas, portas de metal de enrolar e conversas que começam pequenas antes de virar teoria geral da vida, existe o Litro & Letra: restaurante, café, bar, biblioteca torta e abrigo informal de gente comum.

Seu Júlio, batizado Ulianov por causa de uma esperança política herdada da mãe lavadeira, comanda o lugar com poucas palavras, muita desconfiança e uma farmacologia própria dos livros. Atrás do balcão, ele sabe que nem toda leitura deve ser entregue a qualquer pessoa em qualquer momento. Alguns livros consolam. Outros ferem. Outros apenas dão nome ao que já doía antes.

Ao seu redor circulam personagens que poderiam estar em qualquer bairro brasileiro: Nena, funcionária antiga e cúmplice de vida; Dona Penha, que quase nunca lê, mas sempre entende; Edvaldo, refém da autoajuda; Ribamar, que consulta calhamaços para jogar no bicho; leitores indignados, professores endividados, motoboys, manicures, pedreiros aposentados, clientes sem dinheiro e um gato chamado Marx, que todos chamam de Max.



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