Hegemonia: de Gramsci às Relações Internacionais, como se fabrica o consentimento
- 27 de jul.
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Como uma classe, um Estado ou um bloco de poder consegue governar não apenas pela coerção, mas pelo consentimento ativo dos governados, a ponto de suas ideias parecerem senso comum?
Hegemonia é uma das palavras mais usadas e menos precisas do vocabulário político.
Este volume da série Tópicos de Economia Política Internacional parte de Gramsci para mostrar que hegemonia não é sinônimo de dominação nem de simples ideologia, mas a combinação específica de coerção e consenso pela qual uma classe ou um bloco histórico converte seus interesses particulares em direção intelectual e moral aceita como interesse geral. Percorre a sociedade civil, os aparelhos privados de hegemonia e a guerra de posição, e mostra como Robert Cox deslocou o conceito da política doméstica para a economia política internacional, permitindo ler a hegemonia exercida por Estados, organismos multilaterais e corporações.
SINOPSE

Hegemonia: de Gramsci às Relações Internacionais, como se fabrica o consentimento
Hegemonia é uma das palavras mais usadas e menos precisas do vocabulário político contemporâneo, empregada com frequência como sinônimo de dominação pura ou de simples manipulação ideológica. Este volume da série Tópicos de Economia Política Internacional parte de uma pergunta simples: como uma classe, um Estado ou um bloco de poder consegue governar não apenas pela coerção, mas pelo consentimento ativo dos governados, a ponto de suas ideias parecerem senso comum? A tese central é que hegemonia não é sinônimo de dominação nem de simples ideologia, mas a combinação específica de coerção e consenso pela qual uma classe ou um bloco histórico converte seus interesses particulares em direção intelectual e moral aceita como interesse geral. O livro abre explicando por que a palavra hegemonia é usada de forma imprecisa no debate público, e recupera a formulação original de Antonio Gramsci: bloco histórico, sociedade civil, aparelhos privados de hegemonia, guerra de posição e o papel dos intelectuais orgânicos na fabricação do consenso. Em seguida percorre a recepção neogramsciana de Robert Cox nas Relações Internacionais, que deslocou o conceito da política doméstica para a economia política internacional, distinguindo hegemonia de mera dominação e mostrando como ordens mundiais inteiras podem se sustentar em consenso fabricado, não apenas em coerção militar. Na perspectiva crítica, o volume examina hegemonia corporativa e regulatória, e o consenso fabricado por organismos multilaterais e por plataformas digitais na definição de normas técnicas e regulatórias globais. Um quadro-síntese final compara hegemonia doméstica e hegemonia mundial, dimensão a dimensão. Escrito em linguagem acessível, o volume é indicado a estudantes de graduação e pós-graduação em Relações Internacionais e Ciência Política, e integra a série Tópicos de Economia Política Internacional.
FICHA TÉCNICA
Autor: Rodolfo Francisco Soares Nunes
Coleção: Tópicos de Economia Política Internacional
Tipo: Tópicos de Economia Política Internacional
Ano: 2026
Edição: 1
Editora: Outro
Páginas: 100
ISBN impresso: 9798188425364
ONDE ENCONTRAR
UICLAP: https://loja.uiclap.com/titulo/ua187191 — R$ 30
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